O legal é incentivar o jogador com "Pontos Dramáticos", ou PDs. Você, Mestre, premia o jogador com um PD, que depois pode ser usado pelo jogador pra ganhar bônus nos testes. Não é nenhuma novidade pra você, né? Pronto, é isso. Valeu RPGista, até o próximo post.
Opa, desculpa, rápido demais né? Talvez porque a ideia seja bem simples na minha cabeça. Ok, vamos primeiro ao que incentiva um jogador na mesa de RPG. Sem me aprofundar muito sobre tipos de jogadores (o brigão, o estrategista, o ator...enfim, fica pra outro post) e o que agrada cada um deles, vamos fazer uma geral aqui: jogadores gostam de se dar bem. Certo? E como isso acontece no RPG? Com XP. Ah, e também com bônus em testes ou qualquer outra modificação que facilite as coisas para seu personagem, quando ele mais precisa. Aquele confronto decisivo encima da Torre Demoníaca. O salto do helicóptero em chamas. As palavras certas para convencer o rei de que o personagem não é o ladrão do tesouro (mesmo que ele seja, na verdade).
Presentear os jogadores com XP, no final da aventura, faz parte do desenvolvimento do jogo e do personagem. Agora, experimente recompensar uma atuação diferenciada ou uma postura legal na mesa de jogo com um bônus que ajuda o personagem daquele jogador a ser bem-sucedido num teste que, normalmente, ele fracassaria. "Pontos Dramáticos". É assim que costumo chamar esse bônus. Eles adicionam aquela dose dramática na cena, aquela força milagrosa, vinda do nada, que salva o personagem do sufoco.
Agora sim, né? Estamos entendidos então.
Há, ia me esquecendo. Tem mais nesse post.
Faça Por Merecer
Poxa, legal incentivar com PDs e deixar os jogadores felizes da vida, querendo sempre jogar com você e comentando sua aventura em blogs e redes sociais, sucesso total.
Mas nada nessa vida - pelo menos na minha, não sei quanto a sua - vem de graça, meu caro. Aqui não. Um PD deve ser merecido. O jogador não precisa vir de cosplay, e nem recitar cada frase do bardo em uma linguagem arcaica, ou investir num curso de teatro. Não, calma. Jogadores devem ser presenteados pelo bom senso; pela participação na aventura; por desempenhar um papel muito importante na trama; enfim, cada grupo com seus critérios de como deixar seu jogo mais divertido. O Mestre deve estar atento a esses critérios e sim, presentear o jogador esforçado com um PD.
E sem exageros. Um PD ou dois (no máximo) por sessão de jogo para aquele jogador e pronto, tá ótimo. O PD deve ser usado com sabedoria, no momento certo, fazendo o jogador valorizar aquele bônus que ele suou para ganhar. A decisão de gastar aquele PD no teste deve ser feita antes da rolagem de dados, mas nada impede que na sua mesa, se você curte facilitar ainda mais as coisas, que o gasto seja feito depois, só pra dar aquela "empurrada" pro jogador.
Narrando PDs
Mecanicamente, o PD varia de acordo com o sistema que vocês estiverem usando. No Storytelling ou outros sistemas que tenham paradas de dados, usar o PD significa adicionar um dado de bônus à parada, ao pool do jogador. No D&D, o PD gasto pode gerar +1d4 na sua rolagem de d20, por exemplo. Em Rastro de Cthulhu, você poderia renovar os pontos de Habilidade do personagem ao usar o PD.
E temos também o uso do PD como fator narrativo, que gera algum benefício na trama para o personagem. O guerreiro perde sua espada no meio do campo de batalha e os inimigos avançam com vontade renovada para cima do herói. O jogador criativo gasta 1 PD para dizer que seu guerreiro encontra um machado duplo, cravado em um dos corpos que forram o chão. Boa!
O grupo de sobreviventes está encurralado por uma horda de zumbis. 1 PD e agora um dos sobreviventes descobre uma entrada subterrânea debaixo daquela grade solta no chão.
O mais legal é a criatividade do jogador nessas horas.
As vezes, presentar um jogador com XPs extras pode ser bom sim...mas o PD (ou qualquer denominação que seu grupo escolher para esses pontos) adiciona um certo sabor no jogo, de verdade.
É imediato, recompensador.

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