O Faminto é um monstro devorador de crianças, metódico e sorrateiro. É difícil notar que esta entidade está à espreita, observando de longe suas refeições e seus alvos. Quando isso acontece, já é tarde demais.
Nomes folclóricos: Cuca, Coca, Bicho-Papão, Tutu, Papa-Gente.
Regiões: por todo o Brasil. Durante a Idade Média, houveram casos em Portugal e Espanha.
O bebê dorme profundamente em seu berço. No alto, aviões e palhaços pendurados da parede começam a se mexer quando a porta do quarto se abre, lentamente e sem fazer barulho algum. O cheiro amargo e podre não chega a despertar a criança. Debruçado sobre o berço, a sombra curvada logo estica sua pata enegrecida e envolve o bebê sonolento, recolhendo-o com leveza para dentro de seu manto de farrapos remendados. Salivando com a idéia de que logo irá se alimentar uma vez mais, a coisa abre a janela com delicadeza enquanto o som de trincos e parafusos soltos caem no carpete do chão, como se a janela estivesse se desmontando sozinha. Com o ar frio e noturno em seu rosto, o bebê desperta e chora, enquanto é carregado para a escuridão...
Regiões: por todo o Brasil. Durante a Idade Média, houveram casos em Portugal e Espanha.
O bebê dorme profundamente em seu berço. No alto, aviões e palhaços pendurados da parede começam a se mexer quando a porta do quarto se abre, lentamente e sem fazer barulho algum. O cheiro amargo e podre não chega a despertar a criança. Debruçado sobre o berço, a sombra curvada logo estica sua pata enegrecida e envolve o bebê sonolento, recolhendo-o com leveza para dentro de seu manto de farrapos remendados. Salivando com a idéia de que logo irá se alimentar uma vez mais, a coisa abre a janela com delicadeza enquanto o som de trincos e parafusos soltos caem no carpete do chão, como se a janela estivesse se desmontando sozinha. Com o ar frio e noturno em seu rosto, o bebê desperta e chora, enquanto é carregado para a escuridão...
Investigação
Evidências: o Faminto deixa um rastro de material em decomposição avançada por onde passou e em superfícies que tocou - e por onde entrou em uma residência. Os pedaços são tão diversificados que confundem até mesmo laboratórios: pêlos de cães, lama, detritos subterrâneos, tecido humano, couro de réptil e muitos outros. Portas e janelas demonstram sinais de arrombamento, mas também de estarem bastante gastas. A madeira das portas parece ter sido corroída ou desmanchada, assim como trincos e fechaduras. Circuitos de vigilância parecem ter sofrido uma pane ou queimado.
Antropologia Forense: em 60% dos casos, as vítimas são dadas como sequestradas ou desaparecidas. O máximo que se pode encontrar são roupas e outros acessórios que pertenciam à vítima. Não há nem mesmo gotas de sangue, como se a vítima tivesse desaparecido por completo. Esses vestígios são encontrados em locais onde o Faminto fez seu covil, agora completamente abandonado. Costumam ser esgotos, cavernas, cemitérios ou galpões abandonados.
Características
O Faminto se assemelha a uma pessoa, se vista a uma certa distância - alguém curvado e trajando um manto sujo e escuro. Ele caminha como uma pessoa, mas com uma certa dificuldade, como se fosse um enfermo ou tivesse o peso de séculos nas costas. Mas ao se aproximar, pode-se notar que não se trata de alguém, mas de algo. O manto cobre uma monstruosidade humanóide. Seu cheiro é o de carniça. O rosto é desprovido de feições, como nariz ou olhos, embora possa perceber o mundo à sua volta normalmente. Tudo o que se destaca é uma bocarra de dentes desalinhados, de tamanhos variados, e seu hálito exala um odor insuportável. A cabeça exibe longos e desgrenhados cabelos brancos sobre a face e descendo pelas costas curvadas. O restante do corpo é deformado por espinhos e chifres retorcidos saindo de lugares improváveis, como o umbigo, cotovelos e coxa. A pele enrugada se assemelha ao couro de um réptil, porém decomposto e cheio de pústulas. Em algumas partes do corpo, é possível notar músculos à mostra, e até mesmo alguns ossos e órgãos funcionando sob a pele putrefata e aberta. As mãos e pés possuem garras curvadas e longas, como foices.
É impossível dizer a idade da criatura ou mesmo seu sexo, mas a impressão é de que seu corpo esta apodrecendo por dentro à muito tempo. Além do manto, essa coisa usa objetos como mamadeiras, chupetas e bonecas, tudo em péssimo estado, penduradas no pescoço, provavelmente tiradas de suas vítimas e agora usadas para atrair ou tranquilizar um bebê enquanto ele é levado no silêncio da noite.
Sua origem é desconhecida, mas livros obscuros, como o Malleus Maleficarum, citam o Faminto e suas práticas. A coisa atua desde a Idade Média, com ocorrências à partir do século XII. A teoria mais adotada entre os estudiosos de mitologia é a de que o Faminto foi uma pessoa um dia, difamada por sua luxúria e glutonice. Há registros históricos sobre nobres e duques que se pervertiam servindo a carne de bebês e animais recém-nascidos em banquetes repletos de orgia. Um deles foi o Barão Júlio Marsell, de Lisboa, que viveu em 1147 e apoiou o Rei D. Afonso I como um de seus conselheiros de guerra. O Barão Marsell era descrito por muitos como "uma alma apodrecida e devorador de crianças", devido ao seus hábitos depravados. Pouco antes de sua morte, por uma doença degenerativa e implacável, ele passou a ser chamado de "Marsell, o Faminto" durante o período em que teria se envolvido com magia negra e feitiçaria para encontrar uma cura. Anos depois, começaram os primeiros registros que se tem sobre o desaparecimento de bebês na região e a descrição de um "monstro papão e deteriorado". As histórias e a superstição diziam que Marsell seria essa entidade, sempre satisfazendo sua fome perpétua.
Talvez a criatura tenha se cansado do Velho Mundo e se esgueirou para a escuridão de alguma embarcação portuguesa que aportou no Brasil, pois sua lenda começou a ser contada em terras tupiniquins no início do século XVI. Indícios levavam a crer que o Faminto estava ali, esgueirando colônias e aldeias em busca de jovens presas.
Sua origem é desconhecida, mas livros obscuros, como o Malleus Maleficarum, citam o Faminto e suas práticas. A coisa atua desde a Idade Média, com ocorrências à partir do século XII. A teoria mais adotada entre os estudiosos de mitologia é a de que o Faminto foi uma pessoa um dia, difamada por sua luxúria e glutonice. Há registros históricos sobre nobres e duques que se pervertiam servindo a carne de bebês e animais recém-nascidos em banquetes repletos de orgia. Um deles foi o Barão Júlio Marsell, de Lisboa, que viveu em 1147 e apoiou o Rei D. Afonso I como um de seus conselheiros de guerra. O Barão Marsell era descrito por muitos como "uma alma apodrecida e devorador de crianças", devido ao seus hábitos depravados. Pouco antes de sua morte, por uma doença degenerativa e implacável, ele passou a ser chamado de "Marsell, o Faminto" durante o período em que teria se envolvido com magia negra e feitiçaria para encontrar uma cura. Anos depois, começaram os primeiros registros que se tem sobre o desaparecimento de bebês na região e a descrição de um "monstro papão e deteriorado". As histórias e a superstição diziam que Marsell seria essa entidade, sempre satisfazendo sua fome perpétua.
Talvez a criatura tenha se cansado do Velho Mundo e se esgueirou para a escuridão de alguma embarcação portuguesa que aportou no Brasil, pois sua lenda começou a ser contada em terras tupiniquins no início do século XVI. Indícios levavam a crer que o Faminto estava ali, esgueirando colônias e aldeias em busca de jovens presas.
Métodos de Caça
O Faminto é incapaz de se comunicar ou falar, nem ao mesmo emitir grunhidos, mas ele é capaz de compreender muito bem a linguagem humana. É dotado de inteligência humana acima do normal, algo que demonstra em suas "táticas de caça". É perfeitamente capaz de se adaptar aos costumes e cultura de uma região, sempre mudando seus métodos de disfarce e de caça de acordo com isso. Pode empunhar bengalas, usar chapéus, casacos e mochilas; desde que não tenha que se comunicar com alguém, ele se passa facilmente por um mendigo ou maltrapilho se visto durante a noite. O Faminto é um andarilho que passa somente um certo período em um determinado local e, quando as procuras começam a se intensificar, ele parte para novos territórios.
Mesmo com o estado terrível de seu corpo e o modo arrastado como caminha, o Faminto demonstra agilidade sobre-humana quando ataca ou invade o quarto de uma criança. Ele é capaz de escalar paredes ou saltar metros, mesmo carregando um recém-nascido em um dos braços. Seu foco em se alimentar é grande, fazendo-a ficar horas escondido próximo ao lar da vítima, imóvel, observando tudo à distância. Algumas vezes, ele invade a residência e se oculta em locais como sótão, porão ou até mesmo em um armário espaçoso, onde possa aguarda pacientemente.
Uma vez que tenha raptado sua "presa", o monstro retornará para seu covil, normalmente um local escuro e úmido, como cavernas no meio do mato ou túneis de esgoto, onde poderá se alimentar em paz. Após devorar uma criança inteira, ele fica satisfeito por semanas. Em certos períodos, a criatura mantém crianças vivas em seu covil, tratando-as com o mínimo para que não morram de fome ou desidratação. Por incrível que pareça, nessa situação o Faminto assume uma postura paternal, chegando a até usar brinquedos para distrair suas futuras refeições pelo tempo que precisar.
Apesar de atuar sozinho, não se sabe da existência de outras criaturas da mesma espécie, mas sabe-se que o Faminto ataca por regiões de todo território brasileiro.
Imunidade Sobrenatural: o Faminto é imune a ataques mundanos. Ele não sofre fadiga ou necessita de dormir, e nem ao menos respira, podendo ficar oculto debaixo de águas turvas se preciso. O único modo de feri-lo é usando objetos abençoados, rituais ou armas místicas.
Força Sobre-Humana: apesar de seu aspecto, o Faminto possui agilidade e força acima dos limites humanos, sendo capaz de atravessar paredes de concreto ou saltar metros de distância quando preciso.
Infecção: sofrer um ataque de mordida ou garras do Faminto causa uma forte infecção no ferimento, devido à enorme quantidade de bactérias que habita seu corpo decomposto. A vítima sofrerá de fortes febres, enjôos e diarréia. Essa infecção é quase sempre fatal e exige um tratamento intenso e adequado.
Deterioração: com apenas um toque, o Faminto é capaz de enferrujar e deteriorar qualquer tipo de material, o que facilita sua entrada em residências. Com isso, ele pode também corroer fiações e interromper o funcionamento de energia elétrica, telefones, alarmes e câmeras. Esse poder é ineficaz contra seres vivos, chegando a causar apenas um leve mal estar.

Nenhum comentário:
Postar um comentário