segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Mansions of Madness: Horror Lovecraftiano & Estratégia


Adquiri, ano passado, esse incrível boardgame, Mansions of Madness da Fantasy Flight Games. Trata-se de um jogo ambientado no universo de horror cósmico dos contos de H. P. Lovecraft (bom, acho que nem preciso dizer quem foi Lovecraft nesse blog, certo?).

É um jogo de investigação, com diversas pistas - cartas contendo informações relevantes ou itens - espalhadas sobre o tabuleiro. Os jogadores assumem papéis de investigadores que se deparam com um mistério, que deve ser solucionado antes que algo terrível aconteça - nesse caso, o despertar de um mal ancestral ou algo pior. Há vários marcadores que ajudam nessa mecânica, como tokens de horror, fogo, dano, tempo; e cartas de Eventos, armas, complicações e até feitiços (que o jogador tem acesso após encontrar um livro profano e seu personagem ler seu conteúdo, ao custo de sua sanidade). Há também miniaturas dos personagens e monstros do jogo, bem modelados por sinal, mas pena que não são coloridos. Já vi pessoas que pintaram essas miniaturas à mão e diversos tutoriais na internet sobre como fazer isso.


MoM contém tudo o que um bom conto de Lovecraft tem: personagens ficando insanos, perturbações, cultos, reviravoltas e casos complexos de se solucionar. Os textos nas cartas, chamados aqui de flavor texts, adicionam aquele clima sombrio e macabro de seus contos, além de acrescentar bônus ou alguma mecânica nova de jogo, que pode favorecer - ou não - os jogadores.


Outra coisa que vale destacar aqui são os puzzles do jogo. Ao tentar revelar certas pistas ou cartas importantes do tabuleiro, o jogador pode se deparar com um enigma. No jogo isso seria uma combinação secreta para abrir um cofre; ou mesmo fios que devem ser religados para destravar uma porta. O Keeper então monta um quebra-cabeça com tokens específicos, e o jogador deve solucionar e girar as peças se baseando no nível de inteligência do seu personagem, em uma mecânica bem intuitiva e fácil. É genial.

Os jogadores podem ganhar o jogo quando enfim descobrem o objetivo principal (sim, o objetivo não fica claro até que se encontre as pistas corretas, explorando a mansão mal-assombrada). Eles então devem concretizar esse objetivo, que normalmente frustra o objetivo do Keeper e sua chance de ganhar o jogo. O mais interessante é que não necessariamente os jogadores ganham o jogo com os personagens vivos - ou íntegros. E isso é puro Lovecraft, não é?


O tabuleiro vem dividido em pedaços, cada um representando um cômodo de mansão, jardim, cripta, laboratório...enfim, podendo ser recombinados, o que abre várias possibilidades de cenário para o jogo. O MoM possui cinco histórias diferentes, cada uma com sua própria configuração do tabuleiro, disposição das pistas em cada pedaço, inimigos e Eventos. Cada uma dessas histórias possui três finais diferentes, o que dá uma possibilidade de até quinze jogos diferentes. Atualmente o jogo possui algumas expansões lançadas, como o Forbidden Alchemy, House of Fears e outros, contendo cartas novas e Eventos novos. Uma vez eu vi no forum do site da própria Fantasy Flight alguns fãs do jogo criando suas próprias histórias e montagens de cenário e cartas. Além disso, nada impede que essas peças e miniaturas sejam usadas no seu jogo tradicional de RPG de Call of Cthulhu - afinal elas são muito bem ilustradas! A arte das cartas, tokens e do tabuleiro é fantástica.

Cada partida de MoM dura cerca de 3 horas e pode envolver de 1 a 8 jogadores. Para quem é fã de horror, boardgames e Lovecraft, esse jogo é perfeito. Ele possui regras fáceis, ambientação bastante fiel e combina perfeitamente narrativa com um bom jogo de estratégia.


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