segunda-feira, 29 de abril de 2013

Chapel Hills - Capítulo Doze - Final

Com o pingente de prata de Roman nas mãos, Night's Eye convoca a todas as matilhas ali. Para Moonsky, não resta dúvidas: ela seria a nova alfa dos Doomhowlers. Stargazer analisa o pingente utilizando seus dons de Lua Crescente; aquele artefato foi criado por Zendra, a Cahalunim que estava nas Rochosas noites atrás. Ela já havia ajudado os Doomhowlers antes com um aviso sobre a chegada de Deidrom em Chapel Hills; aquele pingente poderia ser a prova de que os Uratha precisam de sua ajuda.


Os Doomhowlers vão para a Shadow enquanto os Ecos do Trovão, o Sindicato de Prata, os Scar Angels e a New Hope rumam para as Rochosas com o objetivo de espionarem os Puros, Deidrom e Roman; e aguardar os Doomhowlers. No mundo espiritual, Stargazer convoca Zendra, que surge acompanhada de Rod, o poderoso Ralunim. Ao verem o pingente - na verdade o símbolo de um pacto antigo e honrado entre Zendra e Roman - os Lunes ouvem o pedido de ajuda dos Doomhowlers. Night's Eye pede a chave para a derrota de Deidrom e Zendra revela então a verdadeira natureza do monstro.

Deidrom é um filho bastardo do Pai Lobo com Mãe Luna. Ele nasceu antes dos primeiros Uratha e apesar de ser poderoso, ele não possuía uma forma verdadeira ou personalidade, sempre mutável; sempre instável. Enojado, o Pai Lobo o rejeitou e Deidrom, angustiado, culpou sua mutabilidade pela natureza múltipla de sua mãe, Luna. Ela o acolheu mas ele respondeu com puro ódio. Temendo a fúria de seu próprio filho, Luna o amaldiçoou, separando seu espírito e sua carne para sempre. Uma parte de Deidrom, o lado espiritual, estaria aprisionado na Shadow, incapaz de cruzar os mundos como os Uratha fazem; o mesmo vale para seu lado físico. Com isso, grande parte de seu poder se perdeu, assim como sua memória. Com o passar das eras, Deidrom assumiu diversas formas no mundo físico, sempre em busca de sua origem - em busca de seu propósito. Até que ele se lembrou. A Sakendar Isi, um locus de enorme poder, seria um local apropriado para tentar retornar à Shadow, o lugar onde nasceu; o lugar onde sua odiada mãe está. Mas desprovido de espírito ou o conhecimento necessário para cruzar os mundos, Deidrom teve sua primeira tentativa frustrada.

Mesmo sabendo disso tudo, os Lunes nunca se preocuparam com Deidrom. Por mais que ele tentasse, sua entrada na Shadow estava proibida por forças maiores do que ele e sua frustração seria perpétua; contudo, cada tentativa custaria a vida de uma matilha Uratha de agora em diante. E isso era algo que os Doomhowlers não permitiriam. Presa à acordos poderosos que os Doomhowlers jamais entenderiam, Zendra e Rod se prontificam para imbuírem uma arma - uma klaive de poder inimaginável - capaz de ferir a carne de Deidrom; capaz de matá-lo. Sem a união com a carne, o espírito de Deidrom ficará para sempre adormecido nas profundezas da Shadow.

Stargazer conduz o ritual nas Rochosas, imbuindo um osso do falecido grande alfa Iron Soul com o poder dos Lunes. Enquanto isso, no Sakendar, Roman se vê a mercê de Deidrom e dos Puros. O Elodoth começa a ganhar tempo, esperando que os Forsaken estejam a caminho com a chave para a derrota de Deidrom. As matilhas, lideradas por Rachel Snow, começam a se infiltrar nas Rochosas. Com a película entre os mundos bastante fraca, o clima da região é assolado por uma forte tempestade espiritual e tremores; os espíritos pressentem que uma grande batalha começará em breve.

Armados com a Lunar Soul - a poderosa klaive - os Doomhowlers chegam e Rachel lidera as matilhas no ataque, pegando os Puros desprevenidos. Roman se junta ao Sindicato de Prata novamente para lutar ao lado dos seus Uratha, enquanto Deidrom é tomado pela raiva por ter sido enganado esse tempo todo - tanto por Roman, quanto pelos Puros, que o estavam apoiando apenas para tomarem território Forsaken. Sangue e vísceras preenchem a paisagem selvagem e conturbada. Os Puros começam a ser dizimados, tanto pelos Forsaken quanto por Deidrom, que começa a atacar sem distinguir Puro ou Forsaken - para ele, todos seriam mortos ali. Membros dos Scar Angels e do Sindicato de Prata tombam; alguns sucumbem ao Kuruth antes de caírem.

Os Ecos do Trovão e os Doomhowlers coordenam seus ataques em Deidrom, para que Night's Eye, portando a klaive, possa se esgueirar e atacar o coração da criatura. Ela teria apenas uma chance, caso contrário o esforço - e sacrifício das matilhas - seria em vão. Stoneclaws provoca o monstro, lembrando-o de ter frustrado seus planos em Chapel Hills ao queimar o próprio locus. Deidrom ataca com tudo, mas abre seu ponto fraco no processo; e Night's Eye crava fundo a Lunar Soul em seu coração. A fera emite um urro longo e terrível antes de finalmente tombar. Deidrom estava morto.

Mesmo lamentando a morte de vários companheiros de matilha, a noite era dos Forsaken. Stargazer quebra a klaive e liberta os Lunes de sua tarefa, que é honrada por todos os lobisomens ali reunidos no alto da montanha. O corpo de Deidrom é esquartejado e enterrado aos pés da montanha e Roman marca vários símbolos espirituais em sua cova, para manter curiosos e humanos afastados daquele solo. O grande locus permanecerá sem dono por um bom tempo, até que uma matilha honrada o suficiente se prove digna daquele território.

De volta à Chapel Hills, os Doomhowlers se reúnem para mais uma noite de bebedeiras, sinuca e descontração no Dead Raccoon. Stargazer enfim poderá restaurar o locus da matilha com um longo e trabalhoso ritual; Moonsky marca uma nova reunião com seu tio para preservar o Sloan Park; Stoneclaws bebe e comemora suas novas histórias e a glória recém-adquirida; Frozen Blood possui novas cicatrizes para demonstrar; e Night's Eye agora pode se sentar com o detetive Marcus mais uma vez e ouvir novos rumores que acercam a sombria Chapel Hills...

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Chapel Hills - Capítulo Onze


É noite da grande reunião dos Uratha de Denver. O frio corta pela região. Antes de irem ao local do encontro - no afastado Cemitério St. Andrew - os Doomhowlers tem uma conversa séria; Moonsky, debilitado e aleijado (pelos últimos confrontos), não se julga mais apto a liderar a matilha e deseja passar seu posto para outro Doomhowler. Todos decidem que essa decisão ficará para depois da reunião com Max Roman, já que lá eles precisariam ser representados por um Elodoth.


No cemitério, em meio à escuridão e tumbas silenciosas, os lobisomens se reunem. Várias matilhas estão ali, dentre eles a New Hope e os Scar Angels - além do Sindicato de Prata, liderado por Roman, e os poderosos Ecos do Trovão, de Rachel Snow. Roman recepciona os Doomhowlers e pede para que a matilha relate os últimos acontecimentos, já que foram envolvidos diretamente nos eventos. Stoneclaws, como um típico e inspirado Cahalith, narra sobre a queda dos Mountain's Proud Children e a ascensão de Deidrom. Todos os lobisomens ali ouvem apreensivos, porém logo são tomados pela vingança e o impulso selvagem para agir. A rivalidade entre Rachel Snow e Max Roman vem à tona; Rachel acredita que tudo não passa de um plano de Roman para poder, de vez, unificar os Uratha da cidade sob seu comando. Antes que tudo se torne um novo derramamento de sangue Uratha, Max surpreende a todos ao apresentar seu peculiar convidado na reunião: o próprio Deidrom.

Tudo o que impedia que os Doomhowlers atacassem seu jurado inimigo foi a confusão. Sem dúvida, Roman tinha um plano, embora estivesse bastante oculto naquilo tudo. Deidrom passou entre as matilhas calmamente, sem se importar para os rosnados e olhares bestiais de todos aqueles lobisomens reunidos. O Iron Master presidiu então uma conversa com a criatura, que estava em forma humana, visando apenas negociar a paz e evitar que outros lobisomens morressem, já que Deidrom se provara até então indestrutível. Deidrom se mostrou receptivo e respondeu dizendo que queria apenas encontrar "seu outro lado, perdido entre o espírito e a carne", e que para isso ele precisava de um "portal entre os mundos"; um locus, que aparentemente, Deidrom não consegue utilizar sozinho. E isso é algo que matilha alguma entregaria. Além disso, Moonsky o acusa devido a sua aliança com os Puros, que Deidrom diz apenas se tratar de conveniência. Assim que os ânimos começam a se esquentar, Roman se oferece à Deidrom, para que ele o leve até o Sakendar Isi - o maior locus da região - e lá ele ficaria e o ajudaria em troca de uma trégua. Roman alega conhecer segredos e rituais ensinados pela própria Mãe Luna; conhecimentos que os Puros nunca teriam para poder ajudar Deidrom.

A criatura se transforma em um enorme humanóide e o leva, enquanto os demais lobisomens observam, incrédulos. Seja qual for o plano de Roman, todos ali acreditavam nele. Antes que pudessem discutir aquilo e em meio à confusçao que se seguiu, Night's Eye vê um pingente de prata caído na grama - uma pista deixada por Roman...

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Chapel Hills - Capítulo Dez

Os Doomhowlers seguem para os limites do seu território até a selvagem - e perigosa - rodovia interestadual. A rodovia é um território contestado pelos ferozes Scar Angels, uma matilha de Blood Talons que sempre disputou a área com os Doomhowlers. Stoneclaws - que já havia enfrentando Duke (alfa dos Scar Angels) a algumas luas atrás - sugeriu que tentassem uma aliança com a matilha. Na atual situação, Moonsky concorda com a ideia.


Em um terreno afastado dos faróis e da rodovia, as duas matilhas se encontram. Moonsky tenta uma aproximação diplomática e explica toda a situação das Rochosas e de Deidrom, mas Duke não demonstra disposição para um acordo, preferindo manter sua matilha patrulhando a estrada ao invés de uma "montanha gélida e sem graça", a despeito do poderoso locus que se situa lá.
Como um Iron Master, Moonsky falha; ele logo percebe que para convencer aquela matilha de Blood Talons, eles teriam que falar a linguagem da ação - e da violência. Ele propõe um desafio para Duke, um combate entre matilha: se os Doomhowlers vencessem, os Scar Angels os ajudariam; caso contrário, eles deixariam os Blood Talons em paz.

Impulsionado pela rivalidade, Duke ataca Stoneclaws ao invés do alfa dos Doomhowlers e o combate começa. Ainda enfraquecidos pelo combate com Deidrom, os Doomhowlers se apóiam somente na determinação e astúcia. Os Scar Angels nitidamente começam a obter vantagem estratégica e física conforme a luta prossegue e Moonsky teme que o desafio tenha sido ousado demais - até mesmo para os Doomhowlers. As cicatrizes ainda são recentes, em seus corpos e almas, além de estarem famintos pela essência do locus. Stoneclaws, contudo, consegue sobrepujar Duke, deixando-o inconsciente. Seu uivo de vitória é vigoroso e longo. Frozen Blood, por um instante precioso, observa todo aquele derramamento de sangue insensato. Ela preza pela pureza Uratha e aquele conflito estava indo longe demais. Com um rugido, ele chama a atenção de todos e os Scar Angels se dão conta de que seu alfa está derrotado. Vendo que aquilo tinha sido o suficiente, ambas as matilhas se acalmam e o acordo é sustentado por Hellfire, o Rahu beta dos Scar Angels.

Na noite seguinte, em Denver Heights, Moonsky, Frozen Blood e Stargazer são visitados por um misterioso indivíduo, uma sombra embaixo das árvores. Ele se apresenta como Marlon e diz saber a importância que Chapel Hills tem para eles e que gostaria de ajudá-los, guardando aquela região enquanto seus "guardiões legítimos" estivessem fora. Em troca, ele apenas diz que eles logo poderiam quitar a dívida, ajudando-o futuramente. Mesmo intrigado, Moonsky sela o acordo a contragosto dos demais Doomhowlers.

Enquanto isso, Stoneclaws conversa com Jack (alfa da New Hope) no bar do resort. Em meio a um bate-papo aparentemente descontraído e inofensivo, o jovem Elodoth questiona a liderança de Moonsky com o Blood Talon, que logo reconhece - para si mesmo - que os Doomhowlers talvez precisem de um alfa mais valoroso.

E menos píedoso...

Método Híbrido de Criar Campanhas

Atualmente tenho mestrado uma crônica de Lobisomem (que venho postando um resumo de cada capítulo jogado aqui no blog, acompanhem) e nela utilizei um método de criação de campanha que eu nunca havia experimentado, que eu apelidei de Método Híbrido. Ok, explicarei, calma.


Nós, Mestres de RPG, sabemos - ou já ouvimos falar - que existem dois tipos de campanhas: a railroady e a scenario. Railroady é aquela campanha "nos trilhos", que segue do ponto A ao ponto Z, com cenas e eventos pré-determinados; eles seguem um timing do Mestre, conduzem os jogadores através da trama, que se desenrola por si só. Jogos de investigação, como Call of Cthulhu, costumam funcionar melhor seguindo esse tipo de narrativa. O investigador encontra uma chave (ponto A) que o fará abrir uma passagem secreta para a câmara onde se encontra o cadáver mumificado de seu falecido tio (ponto B); no cadáver há um manuscrito antigo com um mapa com a localização de outra câmara oculta (ponto C); enfim, pegou né?

Já no estilo scenario, a trama se passa em um (ah vá) cenário completo, com vários pontos de interesse, locais significativos, NPCs posicionados e cada local contendo sua própria sub-trama. É como um mundo de fantasia de D&D, como Forgotten Realms; um mundo aberto - nos videogames, seria o jogo sandbox, como Prototype e GTA, por exemplo - onde os personagens dos jogadores podem explorar livremente. O cenário pode ser uma cidade, um reino, uma região...ou, dependendo da sua inspiração e tempo de campanha, todo um continente!

O Método Híbrido seria uma mistura desses dois estilos de jogo. Temos uma trama principal - uma sequência de eventos/pontos-chave, antagonistas, NPCs centrais - que se desenrola durante a campanha toda, com começo, meio e fim (sendo que o fim é o clímax da campanha, ou pelo menos um fim para aquele arco de histórias), que se passa, por sua vez, dentro de um cenário cheio de pontos de interesse, contendo seus próprios NPCs e mini-aventuras, que podem ser "acionadas", ou exploradas, independente (ou não) do desenrolar da trama principal. Nada impede que você, dedicado Mestre, ligue o cenário todo aos eventos da trama principal; é trabalhoso e exige tempo, paciência e acima de tudo, foco...mas que compensa bastante no final, sério.

Uma coisa muito importante ao criar uma crônica através desse método é, antes de mais nada, levar em consideração a duração da campanha. Alguns Mestres, como eu, gostam de variar nos jogos. Mestrar sempre a mesma coisa - com os mesmos personagens, aquele mesmo cenário de sempre - para alguns grupos, como o meu, pode ser cansativo. Então eu sempre calculo, meio que por cima, o tempo que a campanha vai durar antes de começar a desenvolver a trama e o cenário. Para Lobisomem, por exemplo, eu criei uma trama com por volta de cinco eventos-chave e um cenário com mais ou menos uns dez pontos de interesse; cada ponto contendo em média de uma a duas mini-tramas independentes. Como to experimentando fazer isso agora, não tive noção do quanto a campanha estava rica em cenário. Eu queria que ela durasse uns 3 meses; acabou que estamos no quarto mês e ainda o grupo nem chegou no terceiro ato da trama principal! Nem 50% do cenário foi explorado ainda e acredito que terminaremos a campanha sem eu poder mostrar tudo o que eu criei.

Enfim, foi um esforço válido, mas que terei algum desperdício aí sim, pode apostar. O negócio é desenvolver seu próprio ritmo narrativo, seu timing, e ir aprimorando o método cada vez mais. Sua campanha vai sair mais enxuta e mesmo assim bastante rica.

Desejo-me sorte na próxima vez hehehe.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Chapel Hills - Capítulo Nove

A Árvore dos Sacrifícios arde em chamas. Stoneclaws atrai Deidrom, enraivecido e frustrado, até os confins da mata de Chapel Hills. No Sloan Park, Frozen Blood cuida de levar seus outros companheiros de matilha até o trailer do bando. Ele nota como eles estão terrivelmente feridos; Moonsky perdeu sua mão direita na batalha enquanto estava tomado pelo Kuruth. Abatido, o Lua Cheia reúne forças para poder ajudar seus irmãos e encarar a verdade: o território dos Doomhowlers estava perdido.


Deidrom persegue Stoneclaws, mas ali naquele território ele é facilmente despistado pelo lobisomem. A criatura assume uma forma canina e retorna às Rochosas para tramar seu próximo passo - ou sua vingança.

O Blood Talon retorna ao Sloan Park pela manhã e se depara com a dura situação da matilha; Night's Eye arde em febre enquanto seu peito e sua caixa toráxica começam a se reconstruir lentamente e com dificuldade; Moonsky, agora maneta e debilitado; e Stargazer, que luta contra uma dor insuportável em sua coluna, esmagada por Deidrom. O totem da matilha guincha de ódio através da Película da área, que começa a se tornar cada vez mais espessa com o passar das horas. Stoneclaws liga o motor do trailer e sai do parque, longe dos olhos do corpo de bombeiros e da polícia, que agora infesta a área.

Stargazer é o primeiro a demonstrar sinais de melhora. Ele pede a Stoneclaws para seguir até a área do locus mais próximo, onde ele poderia entrar em comunhão com espíritos puros e tentar melhorar o estado de Moonsky e Night's Eye - caso contrário, a matilha perderia os dois. Não havendo alternativa, eles rumam para à base das Montanhas Rochosas, ao sul, onde entrariam em um território contestado pela New Hope - uma matilha nova apadrinhada por Max Roman e seu Sindicato de Prata. O Ithaeur enfim consegue a ajuda dos espíritos em troca de pequenos sacrifícios e a matilha começa a se recuperar melhor, mesmo enfraquecida pela falta de Essência em seus corpos e o elo comprometido com o totem. Eles se alimentam nas redondezas, onde há uma vasta floresta de pinheiros. Como estão próximos a um resort - o Denver Heights, famoso por abrigar turistas a procura de alpinismo e passeios ecológicos na região - a matilha age na forma lupina.

Russel Allen, administrador do resort, lidera um grupo de turistas pelas montanhas. Ele avista a matilha - cinco lobos enormes, um deles sem a pata dianteira direita e os outros demonstrando horríveis cicatrizes ou mesmo sangrando - e pede para sua esposa, Ogie, continuar o passeio enquanto se afasta do grupo e vai em direção aos lobos. O homem se aproxima amigavelmente dos lobisomens e os trata como se soubesse o que eles são na verdade. Stoneclaws, um dos únicos capazes de se comunicar no momento, assume a forma Dalu diante dos olhos do homem, que se assusta mas não sofre do Delírio que a maioria dos humanos sofrem ao presenciarem uma mudança de forma. Russel é um wolf-blooded e ele logo deixa claro que esta disposto a ajudar o "Povo". Em nome dos Doomhowlers, Stoneclaws aceita a oferta e a matilha assume forma humana para ser levada até o resort. A falta de Essência, somada à dor dos ferimentos, deixa todos os lobisomens ali tentados a saltar na garganta de cada humano que passa por eles. O sabor da carne das "ovelhas" é intenso e fortificante, mas isso seria um crime terrível contra o Juramento da Lua. A tentação vai perdendo força com o passar do tempo; Night's Eye já é capaz de cuidar e analisar os ferimentos de seus companheiros e Moonsky recupera totalmente seu raciocínio e diplomacia.

Em uma conversa franca, o alfa logo percebe que Russel é um homem honrado e altruísta, que deseja apenas ajudar seus "primos distantes" sem tomar nenhum partido em relação às "políticas do Povo". Casado e pai de dois filhos, ele quer que sua família mantenha distância dos Uratha, mantendo inclusive sua natureza em segredo - principalmente de sua irmã, Mary, uma wolf-blooded que o ajuda com o resort, mas que é completamente ignorante em relação aos lobisomens.

Jack, o alfa do New Hope, finalmente dá as caras no estabelecimento. E ele tem um propósito bem claro: Mary. Russel mantem a mesma postura com Jack - que percebe a presença de outra matilha no local e parte. Aparentemente sozinho e já fora do resort, ele é interceptado pelos Doomhowlers; Moonsky pretende conhecê-lo e estabelecer um pacto. Ele explica a situação das Rochosas e Deidrom, e Jack se demonstra sendo um Meia Lua bastante razoável e cauteloso. Ele revela que Max Roman pretende se reunir com eles para debater esse assunto na próxima meia lua - na noite seguinte - e que só tomará alguma ação após o aval de Roman. Moonsky propõe um tur - uma conclave que reúna todas as matilhas da região - e Jack o apóia.

Assim que Jack parte, os Doomhowlers agora visam alertar outras matilhas.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Chapel Hills - Capítulo Oito

Retornando a Chapel Hills, os Doomhowlers tentam se recuperar do último confronto com os Puros nas Rochosas. Embora extremamente debilitada - principalmente Stoneclaws e Stargazer, que carregarão cicatrizes terríveis e sequelas para sempre - a matilha se revigora aos poucos com a promessa de retomar o Sakendar Isi e ajudar os Mountain's Proud Children.


O dia passa dolorosamente devagar. Ao cair da noite, o último sopro de vida da velha matilha protetora do Sakendar Isi é dado; os Doomhowlers recebem um espírito-vento trazendo a trágica notícia. Josie Raincaller chega uma vez mais no território da matilha, sozinha e sangrando muito, para dar um alerta: ele chegou em Chapel Hills.

Na área do locus, uma revoada de corvos permanece nos céus; Uhamuzen, o Gaffling que havia levado o olho de Moonsky anteriormente, anuncia que está aqui para o festim de sangue que irá começar. A Shadow fica conturbada ao redor da Árvore dos Sacrifícios, o locus dos Doomhowlers situado no centro do Sloan Park. Todos os lobisomens da matilha se preparam para enfrentar um oponente do qual só ouviram histórias: Deidrom, uma ameaça que Iron Soul, alfa dos MPC, disse ser indestrutível.

Confiando na profecia de Zendra, Moonsky orienta a todos para se agruparem na área do locus, na Árvore dos Sacrifícios, para proteger o santuário do monstro. Não tarda para que Deidrom finalmente se revele; e para a surpresa de todos, ele se mostra como um homem franzino e de postura bastante pacífica. Sozinho, ele diz aos Doomhowlers que ele quer apenas o locus e que não pretende derramar mais sangue, como houve nas Rochosas. Obviamente, a matilha não aceita o acordo e os lobos, apreensivos porém imbuídos de ódio e revolta, partem para o ataque, estraçalhando facilmente o homem.

Mas tudo não passava de um teatro. Deidrom se ergue, mesmo despedaçado e sua carne, músculos e ossos começam a explodir num frenesi metamórfico: seu corpo cresce e expande, uma massa de tentáculos, mandíbulas e membros frenéticos. A matilha continua o ataque e os ferimentos que causam logo são engolidos por novos músculos ou ossos. A monstruosidade revida com ferocidade, eliminando facilmente Stargazer e Night's Eye; Stoneclaws é o único que não ataca. O Blood Talon, ao invés disso, acende uma tocha que havia preparado - um plano que ocultou de toda a matilha.

Moonsky e Frozen Blood continuam atacando o monstro; o Meia Lua recebe um poderoso golpe, que abre seu peito e expõe suas entranhas, enquanto o Rahu tenta atrair Deidrom para longe da árvore. Moonsky sucumbe ao Kuruth e continua o ataque, mesmo às portas da morte. Stoneclaws grita para Deidrom, chamando sua atenção: ele está ao lado da antiga árvore, com a tocha acesa e um sorriso no rosto.

"- Deidrom! Veja a face daquele que te f@#eu!"

E em seguida ele ateia fogo no locus...